Trabalha com barulho o dia todo? Aquele zumbido no ouvido pode te garantir um valor a mais no salário!
- danilomiranda8
- há 2 dias
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Sabe aquele cansaço extremo que você sente no fim do expediente, acompanhado de uma dor de cabeça pesada e um zumbido chato no ouvido? Muita gente engole um remédio, acha que isso é "o normal do trabalho" e segue a vida. Mas eu estou aqui para te dizer que não é. Se o patrão te coloca para trabalhar em um ambiente ensurdecedor, a lei diz que ele precisa pagar por esse desgaste.
Recentemente, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou um caso que é a cara da realidade de milhares de brasileiros. Um trabalhador de um frigorífico operava máquinas que faziam um barulho absurdo. A empresa, como na maioria das vezes, dava aquele protetor auricular (o famoso "plugue" de ouvido) e, por conta disso, lavava as mãos dizendo que não precisava pagar o adicional de insalubridade.
Mas a Justiça trabalhista agiu como um verdadeiro escudo para esse trabalhador e bateu o martelo: entregar o protetor de ouvido não livra a empresa de pagar o adicional! O juiz comprovou que o barulho era tão forte que o simples uso do equipamento não era suficiente para proteger a saúde do operador. Resultado? A empresa foi condenada a pagar os atrasados.
O grande mito do Protetor de Ouvido (EPI)
É muito comum o patrão te entregar uma botina, uma luva e um abafador de ruídos e falar: "Pronto, assina aqui a ficha. O ambiente está seguro, não tem mais insalubridade". Isso é uma armadilha.
Se o barulho das serras, dos motores ou das esteiras passa do limite que o corpo humano aguenta, o protetor apenas diminui o estrago, mas não elimina o risco de você ficar surdo a longo prazo. A sua saúde não é descartável, e a empresa não pode tapar o sol com a peneira para economizar no seu contracheque.
O que você, trabalhador, precisa saber sobre os seus direitos:
O Adicional é Lei: Quem trabalha exposto a ruído contínuo acima do limite tem direito ao adicional de insalubridade. Na maioria dos casos de barulho, o valor é de 20% (grau médio) calculados em cima do salário mínimo, todos os meses.
O papel do patrão: A empresa tem a obrigação de medir o barulho e provar que aquele protetor barato que ela te deu realmente corta 100% do risco. Se ela não conseguir provar isso com laudos técnicos muito bem feitos, ela tem que pagar o adicional.
A armadilha do equipamento velho: Se o seu protetor auricular está sujo, ressecado ou demora meses para ser trocado, ele não protege nada! A empresa é obrigada a fiscalizar e trocar o equipamento de forma constante.
Fique de olho na sua saúde: Os exames de audiometria (aquele de ouvir o apito na cabine) que você faz no médico do trabalho são fundamentais. Se a sua audição estiver piorando ano após ano, isso é prova clara de que o ambiente está te adoecendo.
A sua saúde é o seu bem mais precioso. Trabalhar duro para sustentar a família é digno, mas perder a audição aos poucos para enriquecer a empresa é uma covardia. O direito do trabalho existe justamente para colocar um freio na exploração e garantir que o seu suor seja respeitado.
👉 Você tem algum colega que trabalha em fábrica, frigorífico, oficina ou obra debaixo de muito barulho e vive com dor de cabeça? Compartilhe este texto com ele. Conhecer a lei é a nossa melhor ferramenta de proteção!
Fonte da notícia utilizada para este artigo: Tribunal Superior do Trabalho (TST) - Operador de frigorífico receberá adicional de insalubridade por exposição excessiva a ruído




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